Os bancários entram em greve por tempo indeterminado a partir de hoje. A paralisação deve atingir cerca de 524 agências no Ceará pelos cálculos do movimento grevista. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, a categoria decidiu parar em resposta à proposta oferecida pelos bancos de 6,1% de reajuste, o que para ele “repõe somente a inflação do período pelo INPC”.

 

O dirigente disse que os bancários querem aumento de 11,93%, o que representa 5% de aumento real. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), afirmou que o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos sete anos e os salários foram reajustados em 58%, ante uma inflação medida pelo INPC de 42%.

 

O diretor de Relações do Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, afirma que a proposta deve ser avaliada considerando os ganhos dos últimos anos, que segundo ele “são bastante significativos, mas que representa custos”. Ele acrescentou que o momento atual exige cautela, pois a “economia está num ritmo mais lento, as margens de todos os setores estão mais apertadas e a geração de emprego está em queda.

 

“É um momento de se preservar conquistas e não de aumentar custos, por isso a proposta prevê manutenção do poder aquisitivo”, diz o diretor na nota enviada à imprensa. Conclui que a entidade se mantém aberta às negociações.

 

A Febraban informou que existem uma série de canais alternativos à disposição dos clientes para a realização de transações financeiras (caixas eletrônicos, a internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone, casas lotéricas etc).

 

Correios

Já os funcionários dos Correios do Ceará estão em greve desde a terça-feira. Segundo Maria de Lourdes, coordenadora geral do Sindicado dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Estado do Ceará (Sintect-CE), entre 15 e 20 cidades cearenses aderiram ao movimento.

 

“Umas agências fecharam, outras estão funcionando com 50% dos serviços e outras com 80%”disse Maria de Lourdes.